Comentários Homiléticos

19º DOMINGO COMUM Por Dom Emanuel Messias de Oliveira 12/08/2018 - Atualizado em 24/07/2018 14h00

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1ª LEITURA - 1Rs 19,4-8
Elias no capítulo 18-20 mata 450 profetas do falso deus Baal, por isso a rainha Jesabel jurou matá-lo (19,1-2). Elias foge desesperado e acaba desejando a morte. Entretanto, Deus intervém na caminhada do profeta e indica-lhe o itinerário, aponta-lhe uma meta. Seu destino é o Horeb (Sinai), a montanha do Deus da vida. Ali, ele será capaz de refazer-se, de respirar a paz de Deus e prosseguir seu ministério profético. Ali, Deus, através de Moisés, fez aliança com seu povo. A intimidade com Deus robustece os servos do Senhor, os agentes de pastoral. Todos nós precisamos do silêncio do Horeb, principalmente, os mais “barulhentos”, tipo Elias. Os mais afoitos e destemidos podem cair em frustrações, em depressões; podem desejar fugir e desanimar da caminhada. Mas Deus não abandona os que têm fé. Na nossa fome intensa, desmaiados debaixo da árvore, Deus aparece com um alimento misterioso. Na caminhada do profeta, Deus providencia pão assado e um jarro de água. O profeta simboliza o povo de Deus. Veja a alusão ao maná, codornizes, água do rochedo. Na nossa caminhada atual de servos de Deus, qual é o alimento misterioso e gratuito que o Senhor providencia para refazer nossas forças?

2ª LEITURA - Ef 4,30-5,2
A 1ª exortação de hoje está lembrando as murmurações do povo de Deus pelo deserto, quando, no dizer de Is 63, 10, entristecem o Espírito de Deus: “Não entristeçam o Espírito Santo”. É ele a força interior da caminhada dos servos de Deus. O que entristece o Espírito Santo? São os resquícios do homem velho como aspereza, desdém, raiva, gritaria, insulto e todo o tipo de maldade. O que alegra o Espírito Santo? São as características do homem novo: bondade, mútua compreensão, o perdão mútuo. O modelo do perdão é o perdão de Deus em Cristo. Aqui o autor pede algo extremo: “Sejam imitadores de Deus”. Essa imitação é na linha do amor. É a característica básica do homem novo e o modelo não podia ser outro senão o Cristo. Devemos amar como Jesus amou. Sua entrega é o ideal supremo do amor. Por isso agradou a Deus “como perfume agradável” (cf. Ez 20,41).

EVANGELHO - Jo 6,41-51
No capítulo 6º temos o milagre da multiplicação dos pães, o milagre de Jesus caminhando sobre as águas e um grande discurso sobre o pão da vida que é Jesus. É o belíssimo discurso sobre a Eucaristia. Mas esta revelação de Jesus encontra rejeição por parte do povão, das autoridades judaicas e por parte dos discípulos. No final do discurso, a comunidade apostólica, pela boca de Pedro, faz uma grande profissão de fé em tudo que Jesus falou. No texto de hoje, Jesus é rejeitado pelas autoridades judaicas. A crítica, que os judeus fazem, relembra as murmurações dos hebreus no deserto (cf. Ex 16,2-14). Jesus afirma que ele é o “pão que desceu do céu”, e eles o criticam. Aqui temos duas afirmações: que Jesus é alimento, e que Jesus desceu do céu. A primeira dúvida das autoridades é que Jesus desceu dos céus. Eles não aceitam isto, pois sabem que Jesus é um homem e conhecem seus pais, por isso não aceitam sua origem divina. Mas Jesus dá um basta a estas murmurações e incredulidades. Para os fariseus a Lei é que é fonte de vida. Para eles a ressurreição é fruto da observância da Lei. Jesus ensina coisa nova. Mas os fariseus não entendem, pois só se chega a Jesus por atração do Pai e eles estão distantes do Pai. É o Pai que puxa as pessoas para Jesus como um ímã.  É preciso pois escutar o Pai. Os profetas já disseram que todos os homens são instruídos por Deus. Quem escuta o Pai chega até o Filho. E é o Filho que ressuscita as pessoas e não a observância da Lei. Ninguém até hoje viu o Pai (cf. Jo 14,9). Escutar o Filho é escutar o Pai. Jesus é o sinal (= sacramento) do Pai no mundo. E o único jeito de chegar ao Pai é por meio dele. Jesus é o pão da vida eterna, definitiva. Para os judeus o único jeito de chegar a Deus era através da Lei, que era comparada ao pão. Jesus afirma que o pão (=maná), que alimentou os judeus no deserto, não os conduziu à vida. O pão que conduz à vida é este que desceu do céu. É Jesus. É sua carne que será alimento definitivo para nós. Sua carne é a pessoa viva de Jesus no sacramento (=sinal) do pão: “quem come deste pão viverá para sempre”. O que significa sua fé na Eucaristia e quais as consequências práticas da sua vida de comunhão?

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