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Comentários Homiléticos

3º DOMINGO DO ADVENTO Por Dom Emanuel Messias de Oliveira 17/12/2017 - Atualizado em 21/11/2017 11h36

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1a LEITURA - Is 61,1-2a.10-11
Hoje, estamos lendo o 3o Isaías (capítulo 56-66), o profeta da esperança; esperança de vida nova na cidade santa de Jerusalém, esperança de reconstrução da vida do povo. O profeta é o ungido de Deus. Cheio do Espírito do Senhor, ele anuncia sua missão; é um evangelho, ou seja, uma boa notícia para todos os marginalizados e injustiçados. Ele vem proclamar o Ano Jubilar, “um ano de graça do Senhor”. Este ano deveria ser celebrado de 50 a 50 anos (cf. Lv 25,10). Era um ano em que todos os pobres e cativos recuperavam sua liberdade e suas antigas posses, apropriadas pelos mais ricos. Era uma espécie de reorganização da grande família do povo de Deus, numa busca de liberdade e vida para todos. Era o fim das injustiças sociais. Ano Jubilar significa ano de júbilo, de alegria para todos. O profeta, encarando a vida do povo, se sente transbordando de alegria como uma noiva enfeitada de joias,  com as vestes de salvação e o manto da justiça. Este é o futuro do povo - ser a esposa de Javé. Isto é obra do próprio Deus que fará germinar a justiça e a glória diante de todas as nações.

2a  LEITURA -1Ts 5,16-24
Estamos na exortação final da 1a carta de Paulo, que é, ao mesmo tempo, o primeiro escrito do Segundo Testamento.
Primeiramente, o apóstolo lembra o que Deus deseja da comunidade: oração constante, alegria contínua, sempre agradecida por tudo. A lembrança do agradecimento, da ação de graças faz o apóstolo pensar na Eucaristia, na qual a comunidade se sente unida como Corpo de Cristo. Realmente, o desejo de Deus tem sentido, pois a comunidade pertence a Cristo Jesus. Todos somos membros do Corpo de Cristo que é a Igreja-comunidade.
Segundo - É ali, na comunidade, que os dons vão se manifestando e ninguém pode extinguir o Espírito, nem desprezar as profecias. Profetizar não significa revelar o futuro, mas falar em nome de Deus. Como a gente sabe que alguém está falando sob a inspiração divina? É examinando tudo. Só o que é virtuoso e for bom para a comunidade é que vem do Espírito.
Terceiro - Paulo está preocupado com a santidade. Ele reza pedindo que o próprio Deus da paz messiânica leve todos à perfeição, conservando todos e cada um inteiramente (espírito, alma e corpo) sem mancha alguma até à 2a vinda do Senhor Jesus.

 

EVANGELHO - Jo 1,6-8.19-28
Como no domingo passado, parece que a Liturgia quer nos apresentar a figura de João com o seu testemunho a respeito de Jesus.

Quem é João Batista? Não é um homem qualquer. Ele é um enviado de Deus na linha dos profetas. Ele tem um nome: João (= Deus é misericordioso). Ele foi enviado como testemunha qualificada para dar testemunho da luz no meio de uma sociedade que vivia nas trevas do erro e do pecado, principalmente do pecado da injustiça e da opressão, encarnado nas lideranças do povo. A missão de João é testemunhar Jesus como a vida-luz do mundo. Mas, através da Lei, os líderes estavam massacrando o povo. O evangelista vai corrigir isto, mostrando que a vida trazida por Jesus é que é luz para todos. O testemunho de João é primeiramente negativo. Nega ser o Messias, nega ser Elias, nega ser o profeta esperado (cf. Dt 18,15-18). A comissão de inquérito, enviada pela elite, tinha que levar uma resposta, que tranquilizasse a estabilidade do sistema de morte, que mantinha a elite no poder. Os donos do poder temem a chegada de um reformador das instituições como o Messias, Elias ou Moisés que os faria perder cargos e status. Mas eles ainda insistem em saber quem é João, pois, afinal de contas, ele está batizando; isto não é prerrogativa do Messias? Então, João dá um testemunho positivo: citando Is 40,3: “Eu sou uma voz que grita no deserto...” João é apenas uma voz, Jesus é a Palavra. O deserto ainda relembra a caminhada dolorosa. O povo ainda está na outra margem do Jordão. Jesus-Palavra vai conduzir o povo para a terra da liberdade e da vida. Aqui, João dá testemunho de Jesus. O batismo de João é com água; simboliza a ruptura com o sistema opressor para conduzir o povo para aquele que virá depois dele, Jesus. Jesus instaura uma sociedade nova. Ele é mais importante do que João. João não merece nem desamarrar a correia das sandálias de Jesus.

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