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Comentários Homiléticos

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Dom Emanuel Messias de Oliveira 19/11/2017 - Atualizado em 23/10/2017 14h25

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1ª LEITURA - Pr 31,10-13.19-20.30-31
Este trecho do livro dos Provérbios, à primeira vista, nos parece apresentar a mulher ideal para a mentalidade daquela época! Mas começa perguntando se é possível encontrar a mulher ideal. Outra curiosidade é que naquele tempo o preconceito contra a mulher era tal que a mulher nem podia sair de casa. Aqui, entretanto, percebemos a descrição de uma mulher super ativa de grande tino comercial, uma mulher mais valiosa do que as jóias, que só dá alegria ao marido, excelente dona de casa, em quem o marido pode confiar plenamente. Ela provê até o ganha pão da sua família com a habilidade de suas mãos e não fica apenas nisso, abre também suas mãos generosamente aos necessitados. Diante de tudo isso o autor reconhece a fugacidade da beleza e o engano do charme. Merece louvor mesmo é a mulher que teme o Senhor. A habilidade de tal mulher é louvada na praça da cidade. Existe mesmo tal mulher com prendas masculinas e femininas? É claro que pode existir, mas, na verdade o autor aqui não está preocupado com a descrição de uma mulher ideal. A pessoa sábia busca o sentido da vida e de tudo o que faz, e nada faz que não tenha sentido. Realizar apenas o que tenha sentido é como possuir uma esposa companheira que toma conta do coração da gente e, ao invés de sufocá-lo com um amor egoísta, o ajuda a se abrir para tudo e para todos.

2ª LEITURA - 1Ts 5,1-6
Esta carta é o primeiro escrito do Novo Testamento. Foi escrita no ano 51. Os tessalonicenses ainda estavam preocupados com a data da vinda de Cristo. Alguns nem queriam trabalhar, pensando que Cristo viria logo. Mas Paulo já havia ensinado à comunidade que Cristo não marcou data. Assim como o ladrão chega de noite a uma casa sem aviso prévio assim também Cristo virá. O importante não é especular a respeito da data, mas estar vigilante e ficar sóbrio. Isto significa viver uma vida decente a serviço da comunidade e de acordo com o evangelho da justiça, pois todos nós somos filhos da luz e filhos do dia. "Dormir", "andar nas trevas”, são expressões que significam descuidar da verdade do evangelho, viver em vícios e pecados. Quem vive assim uma vida anticristã pode ser surpreendido com a vinda repentina do Dia do julgamento do Senhor. E aí não haverá mais tempo de mudança para escapar da destruição e da condenação.

EVANGELHO - Mt 25,14-30
A parábola dos talentos quer salientar o tema da vigilância que não é cruzar os braços, mas trabalhar em favor da Justiça do Reino, fazer frutificar os talentos-dons, que Deus colocou dentro de nós. Parece que é exatamente para salientar a vigilância ativa que se desenvolve mais a parte daquele empregado que enterrou o talento recebido.

A distribuição dos talentos varia de acordo com a capacidade de cada um. Um recebeu 5, outro recebeu 2,  e o terceiro recebeu 1. Quem recebeu 5 produziu outros 5, quem recebeu 2 produziu outros 2. Mas... Aqui está o acento da parábola: Quem recebeu 1 escondeu o dinheiro do patrão e não fê-lo render. "Depois de muito tempo” o patrão volta para o ajuste de contas. A parábola pertence ao discurso escatológico que fala sobre o fim do mundo. O patrão elogia e premia os dois primeiros que fizeram render os talentos recebidos. Ele não discrimina quem tem menor capacidade, nem o trata de modo diferente. Todos os que lutam pela justiça do Reino são igualmente importantes e recebem elogio e recompensa. Mas o que disse o patrão para o que enterrou seu talento? Primeiro é importante perguntar: por que o terceiro empregado escondeu o talento do patrão? Ele ficou com medo de correr o risco e não ser bem sucedido nos negócios. Ele buscou sua própria segurança enterrando o talento recebido. A imagem que ele tinha do patrão era totalmente distorcida, talvez fruto do seu medo de correr o risco. Todo aquele que busca sua própria segurança e não quer correr o risco de um engajamento na comunidade, colocando-se a serviço, está forjando preconceitos a respeito de Deus e da religião. Estes são servos inúteis. No tempo de Jesus este servo representava os fariseus bitolados na Lei e nos seus preconceitos sobre Deus. Isto os fez fechar à novidade de Jesus com medo de correr o riso de um novo investimento que ultrapassasse sua mesquinhez.

O que o patrão vai dizer a este empregado? Ele reclama da esterilidade deste servo que não fez render os seus pertences. Tira-lhe o que tem para doar a quem se empenha. É a salvação tirada dos judeus e dirigida aos pagãos. Chama-o de inútil e o condena.

Primeiro, queremos lembrar que Deus distribui talentos-dons-capacidades a todo mundo. Segundo, queremos fazer uma pergunta. Em cada mil paroquianos quantos estão mesmo dobrando seus talentos na comunidade?

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