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Comentários Homiléticos

4º DOMINGO DA QUARESMA Por Dom Emanuel Messias de Oliveira 26/03/2017 - Atualizado em 16/02/2017 14h59

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1ª LEITURA - 1Sm 16,1b.6-7.10-13a
Vamos antes de tudo recordar como se lê a citação acima: Primeiro livro de Samuel, capítulo dezesseis, versículos primeiro "b", (= a segunda parte do versículo primeiro), sexto a sétimo e dez a treze "a" (= primeira parte do versículo treze).

Nosso trecho trata da unção de Davi. Ele vai ser o 2º rei do povo de Deus. O primeiro foi Saul. Deus manda Samuel à família de Jessé para ungir um dos seus filhos para ser o próximo rei de Israel, pois Saul não estava agradando a Deus. Quando Samuel chegou a Belém na casa de Jessé, mandou chamar todos os seus filhos para ver qual deles Deus escolheria. Quando chegou Eliab, Samuel pensou: "Certamente é esse que Deus quer ungir!" Deus, porém, disse a Samuel: "Não se impressione com a aparência ou com a estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Deus olha o coração" (v.7). O texto quer justamente mostrar que os critérios de Deus são diferentes dos critérios dos homens. Samuel manda Jessé buscar todos os seus filhos. Jessé traz sete dos seus filhos, mas Samuel fica espantado, pois Deus não escolheu nenhum deles. Então Samuel pergunta: "Estão aqui todos os seus filhos?" Jessé respondeu: "Falta o menor".  Jessé nunca poderia ter imaginado que logo Davi, o menor de todos, aquele que cuidava do serviço humilde - tomar conta do rebanho - fosse o escolhido de Deus. Assim são os critérios de Deus - ele escolhe os últimos. Davi foi chamado e ungido, rei de Israel.

 

2ª  LEITURA - Ef 5,8-14
Estamos dentro da parte exortativa da carta aos Efésios, onde o autor, um discípulo de Paulo, procura apresentar uma série de exortações e conselhos para que os cristãos vivam  sua fé, sua vocação cristã com autenticidade. O nosso trecho mostra o contraste entre trevas e luz.

As trevas
As trevas simbolizam a vida passada dos cristãos. As obras das trevas são estéreis, são vergonhosas. O v. 12 referindo-se aos que ainda vivem nas trevas afirma: "Dá até vergonha dizer o que eles fazem às escondidas". As obras das trevas devem ser denunciadas. Através da denúncia, que é um clarão sobre as trevas, as trevas se transformam em luz. Com a palavra “trevas”, pensamos no pecado, na libertinagem, nas orgias noturnas, nas injustiças, falsidade,  na falta de caridade, de amor, de convivência fraterna, etc.

A Luz
O próprio Cristo é luz e é capaz de iluminar quem anda na maldade, injustiça e mentira. Viver neste sistema injusto é dormir no reino da morte. É por isso que o v. 14 lembra este hino cristão primitivo, que professa a fé em Cristo - luz: "Desperte você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará".

 

EVANGELHO - Jo 9,1-41
Jesus quebra preconceitos e cura um cego
No tempo de Jesus, o povo ligava o mal físico ao mal moral. Se este homem é cego é porque ele pecou, ou, no mínimo, foram seus pais que pecaram. Jesus rompe com este preconceito (vv.1-3). Jesus rompe também com o preconceito da "divinização" da lei. A saúde e a vida são para Jesus mais importantes do que a lei  do sábado, por isso ele  transgride o repouso sabático, fazendo barro e curando o cego. O evangelista apresenta Jesus como luz do mundo (v.5).

Em meio a diversos encontros e interrogatórios, o evangelista mostra a caminhada do cego na aceitação da fé e a caminhada inversa dos fariseus na rejeição da fé.

A caminhada do cego
1º passo - Acontece no encontro com amigos e vizinhos. Aqui, o cego reconhece Jesus como o "Homem que se chama Jesus", ou seja, aquele que é capaz de solidarizar-se e salvar seu semelhante. Jesus significa Deus salva (vv. 8-12).

2º passo - O cego agora se encontra com os fariseus e, diante do interrogatório, reconhece Jesus como um profeta (vv. 13-17).  Os versículos seguintes apresentam o encontro dos fariseus com os pais do cego. Os pais, com medo de serem expulsos da sinagoga, apenas afirmam que aquele era seu filho e era cego. Se os fariseus quiserem saber mais devem interrogar o próprio cego. Os judeus, de fato, tinham combinado expulsar da sinagoga quem confessasse que Jesus era o Messias (vv. 18-23).

3º passo - Dá-se um novo encontro do ex-cego com os fariseus. Dessa vez um encontro agressivo. O ex-cego é insultado e expulso, ou seja, excomungado. Neste encontro o ex-cego desmascara a incompetência religiosa das autoridades judaicas que não sabem a origem de Jesus. O ex-cego já começou a enxergar algo novo. Ele dá uma verdadeira aula de religião para as autoridades judaicas, e, pelo que Jesus fez com ele, confessa que Jesus vem de Deus (vv. 24-34).

4º passo - Jesus procura o ex-cego e se apresenta como o Filho do Homem. O ex-cego completa sua profissão de fé: "Eu acredito Senhor". E se ajoelhou diante de Jesus (vv. 35-38).

A caminhada dos fariseus e a inversão do julgamento.
Os fariseus se consideram santos, mas as instituições os aprisionam, os cegam e não os permitem enxergar a vida. Primeiro, eles afirmam que Jesus não pode vir de Deus, porque não guarda o sábado (v.16). Depois,  mostram-se tão cegos que não querem acreditar que o homem era cego (v.18). Finalmente, confessam que Jesus é um pecador (v.24). No final do julgamento, o ex-cego é acusado e expulso, encontra vida, liberdade e salvação, enquanto os fariseus acusadores se tornam réus, cegos e são por Jesus considerados pecadores ( vv. 39-41).

 

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