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Diocese de Colatina manifesta seu repúdio à tentativa de legalização do aborto Por Assessoria de comunicação da diocese de Colatina 03/08/2018 - Atualizado em 03/08/2018 09h05

Diocese de Colatina manifesta seu repúdio à tentativa de legalização do aborto
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A diocese de Colatina (ES), em sintonia com a Igreja no Brasil, manifesta seu repúdio à tentativa de se legalizar o aborto até a 12ª semana de gestação. A pauta entrará em discussão nesta sexta-feira, 3 de agosto, e no próximo dia 6 de agosto, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Acompanhando a repercussão nacional em relação a esse assunto, a Diocese de Colatina emite, nesta quinta-feira (2/8), uma nota em que afirma defender “a integralidade, a inviolabilidade e a dignidade do ser humano, desde a sua concepção até a morte natural”. Seu posicionamento é, portanto, em favor da vida, especialmente dos mais fragilizados.

A nota também convida os fiéis a expressarem-se contra essa “proposta de morte”, manifestando-se nos grupos de convivência e nas redes sociais.

Confira, a seguir, a carta na íntegra.

NOTA DE REPÚDIO À ADPF 442 E SEU INTENTO DE DESCRIMINALIZAR O ABORTO
ATÉ A DÉCIMA SEGUNDA SEMANA DE GESTAÇÃO

A Diocese de Colatina (ES) une-se às demais dioceses da Igreja no Brasil para manifestar seu repúdio a qualquer tentativa de se legalizar o aborto no país. Somos explicitamente contra a proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação. A pauta será discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, em audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conclamamos nossos fiéis e todas as pessoas de boa vontade a se posicionarem de forma contrária ao que se é proposto. Trata-se de uma agressão inconcebível à vida humana. Devemos lutar por um país que celebre a vida e que proteja os mais fragilizados, especialmente os nascituros. Porém, estamos diante de uma proposta totalmente contrária a isso! Uma proposta de morte!

Defendemos a integralidade, a inviolabilidade e a dignidade do ser humano, desde a sua concepção até a morte natural. E as instâncias de uma democracia constituída devem ter a tarefa primordial de defender e promover os direitos das pessoas, tutelando o valor maior que é o direito à vida.

Reconhecemos a dignidade das mulheres e apoiamos a superação da violência sofrida por muitas. O aborto, no entanto, jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem sobre a vida de outra pessoa. A ninguém pode ser dada a autoridade de eliminar o outro, especialmente de um ser indefeso.

Em unidade com toda a Igreja e por fidelidade a Jesus Cristo, unamo-nos em oração e mostremos nosso respeito à vida em primeiro lugar! Manifeste-se dignamente em seus grupos de convivência e em suas redes sociais. Compartilhe estas nossas palavras. É hora de dar um grito contra a morte e em favor da vida em plenitude!

Colatina, 2 de agosto de 2018.

+ Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias
Bispo Diocesano de Colatina

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