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Seminário reflete sobre preservação dos bens culturais da Igreja Por Arquidiocese de Belo Horizonte 26/10/2017 - Atualizado em 26/10/2017 14h57

Seminário reflete sobre preservação dos bens culturais da Igreja
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Foi realizado na PUC Minas – Unidade Coração Eucarístico, nos dias 23 e 24 de outubro, o Seminário Preservação dos Bens Culturais da Igreja do Brasil, da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Pastoral da Cultura (Nepac), do Anima PUC Minas e Arquidiocese de Belo Horizonte.

O encontro teve como objetivo criar um espaço de diálogo e conhecimento quanto à preservação dos bens culturais da Igreja; divulgar os estudos e pesquisas sobre o patrimônio eclesiástico; mobilizar os diversos profissionais e instituições quanto às especificidades que envolvem a preservação desses bens; estabelecer diretrizes para a atuação da comunidade acadêmica, eclesiástica, profissional e social envolvida na preservação dos bens culturais da Igreja.

Estiveram presentes na mesa de abertura o padre Márcio Antônio de Paiva, chefe do Departamento e coordenador do Colegiado do Curso de Filosofia; dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte; a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Giselle Ribeiro de Oliveira; a delegada da Polícia Federal, Fátima Zulmira Rodrigues Bassalo; e Sérgio Alexandre, representando o secretário de Cultura de Sabará, Hamilton Alves.

Segundo o padre Márcio de Paiva, falar em preservação dos bens culturais em uma sociedade marcada pela cultura do descartável não é uma tarefa fácil, mas um desafio permanente, pois envolve muitos atores e instituições no entendimento do que significa um bem cultural na vida da humanidade. “Eles são um verdadeiro lugar antropológico. Diante da produção cultural, podemos entender os costumes e hábitos de um povo, suas forças morais e seus elementos estéticos”, disse.

Para dom Geovane Silva, a Igreja, enquanto instituição por direito originário independentemente da autoridade civil, pode adquirir, administrar e possuir bens temporais para a consecução dos seus fins. Dentre as finalidades que a Igreja tem, ele cita como bens a evangelização, a catequese e a liturgia, as quais, segundo o bispo, se destinam em grande parte a produções artísticas desenvolvidas ao longo dos séculos. “O conceito de bens culturais na Igreja está intimamente ligado à consciência que ela tem da sua missão. No horizonte amplo e complexo desses bens, podemos distinguir três níveis de compreensão desse mesmo conceito: os colocados diretamente a serviço da missão da Igreja, como a arquitetura, a pintura, a escultura, o mosaico e a música; aqueles a serviço da cultura e história eclesial, como bibliotecas, documentos históricos e arquivos; e os produzidos pelos meios de comunicação de massa, possuidores de valores artísticos e eclesiais, como obras literárias, teatro e cinema, por exemplo”, falou. Dom Giovani afirma que a preservação dos bens culturais da Igreja evidencia também sua finalidade cultural, social e evangelizadora, pois, de acordo com ele, a arte é um elemento fundamental para a transmissão da fé.

A promotora de Justiça Giselle de Oliveira ressaltou como a concretização do esforço da Igreja Católica no Brasil em preservar seus bens culturais a criação, em maio de 2017, da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais, da CNBB, e alega que, em Minas Gerais, a fé e a religiosidade estão enraizadas na cultura. “Faz parte da tradição de todos nós e, nesse contexto, esses bens configuram-se não apenas como testemunhos da religiosidade e da fé, mas também revelam aspectos históricos, que muitas vezes são a materialização da tradição, da memória e da identidade do povo mineiro. Portanto, é interesse coletivo, não somente daqueles que professam a religião católica. Esses bens já são configurados como arte”, garante.

Em seguida, foi realizada conferência mediada pelo professor e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Pastoral da Cultura (Nepac), Aurino José Goes, e proferida pela promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Giselle Ribeiro de Oliveira, pelo padre Nivaldo Magela de Almeida Rodrigues, professor do Instituto de Filosofia e Teologia Dom João Resende Costa (IFTDJ) da PUC Minas, e pelo padre Helton Ferreira Rodrigues, membro da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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