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Pastoral Carcerária de Juiz de Fora apoia projeto Remissão por Leitura Por Assessoria de comunicação da Pastoral Carcerária de Juiz de Fora 17/04/2017 - Atualizado em 17/04/2017 11h06

Pastoral Carcerária de Juiz de Fora apoia projeto Remissão por Leitura
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No Domingo de Ramos, 9 de abril, o  arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, realizou, em nome de toda a Arquidiocese, a entrega de livros da literatura católica e da literatura clássica para o meritíssimo Juiz da Vara de Execução Penal (VEP) de Juiz de Fora, Evaldo Elias Penna Gavazza, para a elaboração da biblioteca das unidades prisionais da cidade que servirá ao projeto “Remissão por Leitura”, apoiado pela Pastoral Carcerária (PCr) arquidiocesana.

De acordo com o assessor eclesiástico da PCr da Arquidiocese de Juiz de Fora, padre Welington Nascimento, cerca de 200 livros já foram arrecadados, porém o objetivo é arrecadar 1.000 livros para fomentar a biblioteca. “Temos uma lista com livros específicos, religiosos, que tratam da dimensão espiritual e da literatura em geral que promovem o crescimento do indivíduo. A escolha do livro é importante para que não desenvolva a violência na vida daqueles que estão presos”, explica.

O juiz da VEP, Evaldo Gavazza, ressaltou que o projeto “Remissão por Leitura” faz parte dos pilares de recuperação do detento que é o ensino. O objetivo é incentivar o preso a fazer leituras de obras clássicas e de assistência religiosa, além de dar uma oportunidade de redução da pena. “Para o preso que estiver disposto nós vamos ofertar a eles que a cada livro lido serão descontados quatro dias na pena. Cada preso terá 30 dias para ler o livro e, ao final desse período, ele fará uma prova, como, por exemplo, uma pequena resenha. E se tiver dificuldades com relação à escolarização ele se submeterá a um questionamento oral. ”

O juiz disse ainda que, se o detento tiver um bom aproveitamento, demonstrando que leu a obra e compreendeu o seu conteúdo naquilo que ela tem de mais básico, conseguirá remir quatro dias de sua pena com o limite de 24 dias por ano. “Essa é uma forma de incentivá-los a ter liberdade dentro da prisão, porque a leitura faz a pessoa viajar para qualquer lugar do mundo, então essa é a ideia. Primeiro aplacar o coração, diminuir a ira, o ócio, porque eles têm grandes tendências para ter problemas emocionais. ”

O juiz terminou explicando que “a remissão por leitura é uma forma de mostrar que o detento está pronto para retornar à sociedade, deixando o homem velho na porta do presídio e saindo de lá um homem novo, isso que nós queremos que ele compreenda através da leitura. ”

 

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