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Artigos dos Bispos

Cultivar a Videira “Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens?” (Isaías 5,4).

Dom José Alberto Moura

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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05/10/2017 - Atualizado em 05/10/2017 09h38

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Muitos plantam árvores frutíferas e querem sua produção que satisfaça seu apetite e até renda dinheiro com sua comercialização. Para isso, dão-se o trabalho do cultivo adequado com a preparação do terreno, a irrigação e a poda, não se esquecendo de arrumar mudas ou sementes boas. Ao contrário, podem produzir frutas azedas ou estragadas. Não devem esquecer de proteger a plantação para não ser roubada a produção.

Nossa vida pessoal e social pode ser comparada à plantação, com seu cultivo e  cuidado. Nem sempre seu surgimento é preparado adequadamente e as consequências infelizes acontecem com os problemas de saúde física, emocional, familiar, social e espiritual. Quando a família não é bem preparada e conduzida, temos resultados de desequilíbrios para a vida toda. Remediar é pior do que preparar. A formação do caráter de uma criança se dá com êxito de ajuste afetivo, sexual, ético e moral para o decorrer da vida.

O profeta narra a situação da vinha, ou seja, do povo hebreu, que não forneceu frutas boas de vida conforme o projeto divino: “Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens?” (Isaías 5,4). A liberdade humana, quando não bem usada, pode estragar a vinha, ou seja, a convivência na justiça, na promoção da dignidade humana, na inclusão social, na guerra, na concentração de bens e outros benesses nas mãos de poucos, no desrespeito  ao meio ambiente...

Para a melhora da convivência humana é preciso refundar-se a vida no sentido original oferecido pelo Criador. Não à toa Jesus ensina que isso acontece só quando cada um estiver disposto a dar de si pelo bem do outro. É o amor com a pureza de intenção da oblação, sem a busca de vantagem pessoal. É o amor motivado no divino. Vemos pessoas que fazem isso, com a doação total de si, trabalhando pelo bem da boa educação, da inclusão social, da formação da família condizente com o projeto divino e da política da real promoção do bem comum.

Na parábola da vinha Jesus compara o arrendamento da mesma ao povo judeu. Este não entregou o resultado de tal procedimento com o pagamento do percentual devido ao proprietário. Antes, ele mandou até matar o filho do dono, que foi cobrar o devido. Por isso, ele prometeu arrendar a vinha a outros: “O reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos” (Mateus 21,43). De fato, vamos prestar contas a Deus sobre o que fazemos da vida pessoal e comunitária. Se julgarmos poder fazer o que  bem entendermos  de nossa existência na terra, não nos comportando conforme  os ditames do bem, não teremos o resultado bom do mal que fizemos. Precisamos cultivar a consciência e a prática do bem conforme o projeto divino. Não somos deuses e sim sua imagem e semelhança. Não somos os donos e sim administradores de nossa vida. O próprio Jesus lembra que, pelos frutos, se conhece a árvore!

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