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Artigos dos Bispos

Maior Competição A melhor e maior competição é a de a pessoa se esforçar para fazer o bem maior aos outros.

Dom José Alberto Moura

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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27/09/2017 - Atualizado em 27/09/2017 11h17

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Competição não é briga e sim esforço para vencer uma disputa em harmonia e respeito à outra parte, que também tem o mesmo propósito. Nessa perspectiva o adversário não é inimigo, mas irmão. Muitas vezes se “perdem a cabeça” e a racionalidade quando se faz uma competição. Isso acontece também no esporte e na política, surgindo até agressão física e morte. É a competição irracional e animalesca.

Precisamos ajudar na formação do caráter das pessoas para a convivência cidadã, em que, mesmo na variedade de opiniões, ideias e ideais, elas convivam de forma civilizada e respeitosa, até nas diferenças religiosas.

A melhor e maior competição é a de a pessoa se esforçar para fazer  o bem maior aos outros. Como é bom ver pessoas e instituições que não medem sacrifícios para contribuir com a promoção do semelhante, com iniciativas e atividades que ajudam realmente a melhoria de vida e superação de dificuldades. Fazem a diferença enquanto não buscam a grandeza de si próprias e sim a do próximo. É a competição do amor, tão caraterizada pela pessoa de Cristo e seus ensinamentos! Ele diz que mais ganha quem mais dá de si e até perde pelo bem do outro, como o bom samaritano.

Se formarmos as pessoas nessa dinâmica de grandeza em mais servir através de suas famílias, profissões e vocações, teríamos mais desses servidores do povo, principalmente em situações de lideranças, como os políticos e outros.  Os recursos públicos seriam melhor usados para a promoção do povo, com os impostos bem usados em  bem dos serviços mais importantes e necessários para suprirem suas necessidades e terem vida digna. As  lideranças e elites de todas as áreas teriam mais altivez, não apresentando fome insaciável por salários que vão muito acima do que a maioria do povo recebe. Muitos não recebem quase nada do necessário para viver com modéstia, mas com o mínimo de dignidade. 

O apóstolo Paulo lembra que “nada devemos fazer por competição ou vanglória, mas com humildade” (Filipenses  2,3). Para isso acontecer, precisamos valorizar mais a grandeza de entesourar o amor vivenciado do que o dinheiro e os interesses  de se sentir mais importante, usufruindo de vantagens diante dos outros,  “não cuidando somente do que é seu, mas também do que é do outro”, principalmente do bem comum (idem 2,4. Quem segue o exemplo de Jesus, procura imitá-lo nessa mesma atitude.

Precisamos fazer uma verdadeira empreitada educativa de formação para a alteridade, a ética e a promoção da consciência do cuidado com o bem comum. Ao contrário, vamos ter uma sociedade cada vez mais cheia de pessoas egoístas e inimigas umas das outras. Temos que acreditar numa educação para o amor, onde exista a boa competição entre todos e se valorize mais o servir do que o ser servido. Assim as consequências serão as melhores para quem mais dá de si pela promoção do outro e do meio ambiente. A ideia e a prática do cuidar do humano e do planeta são o  cuidar de si mesmo!

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