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Artigos dos Bispos

Seguir o Mestre A vocação para o ministério ordenado leva à pessoa com esse dom divino a fazer sua consagração, recebendo o sacramento da ordem nos três graus, respectivamente, para servir o ser humano com o que é divino.

Dom José Alberto Moura

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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02/08/2017 - Atualizado em 02/08/2017 09h53

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Na Igreja Católica consagramos o mês de agosto como sendo o de promoção especial de oração pelas vocações. Seguir o Mestre exige resposta por se ter fé nele. Afinal, Jesus não somente diz palavras bonitas, mas é Quem nos dá condição de vida de sentido e direito à vida imorredoura. Ele não é um simples fundador a mais de religião e sim, como diz o apóstolo Pedro, o Filho de Deus. Sem Ele não conseguimos alcançar o resultado de nossa entrega para implantarmos na caminha terrestre os valores humanos, éticos e morais. Estes são  indispensáveis para tornarmos o mundo cheio de  promoção da vida e da dignidade humana para todos, inclusive  o  cuidado com a natureza. Para isso, a vocação é a resposta ao chamado divino, desenvolvendo os pendores diferenciados de cada um, para atuarmos nas diversas funções ou missões a que Deus nos chama. Vocação é a emissão da voz da vida em resposta à voz de Deus para colaborarmos com o serviço ao bem comum.

As vocações, a partir da vida cristã, são basicamente a de leigo ou leiga, a da consagração pelos votos religiosos e a dos ministérios assumidos pelo sacramento da ordem nos graus de diácono, presbítero e bispo. A primeira, ou vocação laical, na vida matrimonial ou solteira, a pessoa batizada atua na família, na profissão ou no trabalho, na sociedade civil, com seu imenso leque de atividades, como o artesanato, a comunicação, a educação, a atividade rural, o comércio e outros. Leva a pessoa a ser presença e atuar como verdadeira luz para mostrar o modo de viver conforme os ditames do Evangelho. Indica o sentido da vida apresentado pelo Filho de Deus. Não se deixa levar pela mentalidade desonesta, hedonista e materialista. Como membro consciente e atuante da Igreja, segue suas orientações, que são pautadas pelo Evangelho e o ensinamento dos Apóstolos.

Os vocacionados que têm o dom da consagração pelos votos de pobreza, castidade celibatária e obediência, deixam  tudo, inclusive a formação da própria família de sangue.  Doam-se inteiramente à causa do serviço ao ser humano, por causa de Deus, conforme o apóstolo Paulo relata (1 Coríntios 7,25ss). Preanunciam, com sua vida, o Reino definitivo, indicando que tudo na vida é passageiro e pode ser bom, se dosado com os valores Evangelho. São de estímulo para todos usarem do que é transitório com a medida do amor de Deus. Somente Ele é o absoluto. Tudo o mais é relativo. Indicam a transitoriedade desta vida. Ela só é realizadora quando se busca, através dela, a realização do projeto divino. A consagração na vida religiosa pelos votos mostra que se pode renunciar a tudo, mas só em base do verdadeiro amor. Colocam o valor absoluto em Deus e não no que é relativo, como o ter, o poder e o prazer. Só o amor, fundamentado no de Deus, é que realiza o ser humano, como diz Santo Agostinho.

A vocação para o ministério ordenado leva à pessoa com esse dom divino a fazer sua consagração, recebendo o sacramento da ordem nos três graus, respectivamente, para servir o ser humano com o que é divino. Assim essa pessoa consagrada se dá, na vida de obediência a Cristo e às orientações da Igreja, para orientar o povo de Deus e dar-lhe os dons do Senhor para sua santificação e salvação.

A escolha vocacional exige muito discernimento, formação e fé transformadora.

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