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Artigos dos Bispos

Páscoa da Ressurreição A fé na ressurreição de Jesus é uma verdadeira opção pessoal. Acreditar nela deveria levar a uma nova maneira de viver: em esperança, em fraternidade, em serviço.

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

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12/04/2017 - Atualizado em 12/04/2017 09h51

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O evangelho do Domingo de Páscoa(cf. Jo 20,1-9) não fala da aparição de Jesus ressuscitado, mas, sim, sobre o seu desaparecimento. O que Maria Madalena e os dois apóstolos encontraram não é a manifestação gloriosa do Ressuscitado, mas um sepulcro vazio. A primeira interpretação deste fato foi de Maria Madalena, que exclamou: “Tiraram o  Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram!” Mas a fé dos apóstolos respondeu: “Viu e acreditou.”

A atitude mais clara e óbvia é, certamente, a de Maria Madalena. Observa-se em suas palavras uma grande carga de amor e carinho, porém sua perspectiva é de pequeno alcance. A atitude dos apóstolos é diferente. Chegam ao sepulcro e observam o que ali aconteceu. Apenas depois sua mente é aberta e compreendem aquilo que não haviam entendido antes nas Escrituras: que Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

Jesus é o grande ausente desta narrativa. Apenas as faixas e o sudário permanecem como testemunhos silenciosos de que ali houve um corpo morto. Precisamente sobre este vazio é que a fé é afirmada. Não nos disseram que fé era acreditar naquilo que não se vê? Pois aqui temos uma prova concreta disto. Ao redor da ausência de Jesus brota a convicção de que Ele está vivo, de que Ele ressuscitou. Não tinha sido os judeus ou os romanos os que tinham levado seu corpo. Foi o próprio Deus, o Abá de quem tantas vezes falou, quem o tinha levantado dentre os mortos. E lhe deu uma nova vida, uma vida diferente e plena, Jesus já não pertence ao reino dos mortos, mas está entre os que estão verdadeiramente vivos. Nessa nova vida, sua humanidade fica definitivamente impregnada da divindade. A morte já não tem poder sobre Ele.

Porém não há provas disso. Não houve policiais recolhendo impressões digitais. Não houve juízes ou comissões parlamentares. Não houve jornalistas, nem câmeras, nem microfone, apenas as afirmações das primeiras testemunhas que nos chegaram pelos séculos. De voz em voz, de vida em vida, foi se passando a mensagem: Jesus Ressuscitou Verdadeiramente e está no meio de nós! Muitos encontram nessa fé uma fonte de esperança, de vitalidade, de energia que conferiu sentido a suas vidas. A vida de tantos santos é prova disso. Mas não há evidências. Apenas a confiança na palavra daqueles testemunhos nos abre o caminho até uma nova forma de viver.

A fé na ressurreição de Jesus é uma verdadeira opção pessoal. Acreditar nela deveria levar a uma nova maneira de viver: em esperança, em fraternidade, em serviço.

Que cada um de nós consulte o seu coração, a sua crença, a sua consciência e mostre, em mudanças de atitudes, que o Cristo ressuscitou como disse, que Ele sofreu e morreu por todos e cada um de nós, mas que Ele ressuscitou para uma nova vida, também por nós, para que tenhamos a certeza da vida plena e eterna.

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