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Artigos dos Bispos

Oitavo Domingo do Tempo Comum

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

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21/02/2017 - Atualizado em 24/02/2017 09h55

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Quantas vezes nos encontramos sem opções!  Por todos os lados, surgem-nos preocupações e problemas. Perdemos a calma. Sentimo-nos nervosos, estressados, às vezes, à beira de um infarto. Jesus, entretanto, queria-nos livres e libertos. Quem vive em aliança com o Pai encontrará a libertação.

Para Deus surgiu um rival: o deus-dinheiro, não só nos tempos passados, também hoje! Esse deus-dinheiro teve sempre muitos adoradores: nos tempos dos profetas, nos tempos de Jesus, em nosso tempo. Ele se faz desejar de tal maneira que muitos, por amor dele, estão dispostos a perder a vida.

Jesus se mostra muito explícito: “Não podeis servir a Deus e à riqueza”. Os serviços são incompatíveis.

A adoração ao deus-dinheiro nasce da ansiedade, da insegurança pelo dia de amanhã, da angústia diante do que nós não podemos controlar, do desejo de felicidade imediata. O deus-dinheiro é tirano. Impede a entrada no Reino de Deus. Não acorre para ajudar seu fiel no momento de maior necessidade.

Quem se mantém fiel à aliança com Deus, com o Pai de Jesus e nosso Pai estará sempre protegido por sua amorosa Providência. Quem escolhe o Pai de Jesus como aliado eterno tem de saber que a Providência do Pai sobre seus filhos é constante.

Jesus não quer que fiquemos preocupados com o amanhã, mas libertados da ditadura do tempo. Deseja que vivamos o presente cheios de esperança. O Pai sabe de que seus filhos necessitam. Há de provê-los através de seus secretos caminhos. Por isso, quando comemos ou nos vestimos, precisamos agradecer ao Pai por sua providência permanente.

A preocupação com a vida e o alimento manifesta que a busca de Deus não nos interessa; que não temos as mãos abertas para receber os dons de Deus; que não sabemos quando e onde Deus, nosso Pai, age em nosso favor e nos aguarda.

Nosso Deus não nos abandona, nem se esquece de nós, como uma mãe não se esquece do filhinho de suas entranhas.

Jesus nos quer livres, muito livres para assim estarmos disponíveis para o Reino de Deus. O que chamamos de pobreza evangélica, a confiança na Providência, despreocupação, não é renúncia e, sim, confiança em que o Pai nos concederá o cento por um se verdadeiramente nos deixamos cativar por seu Reino, se verdadeiramente estivermos dispostos a seguir Jesus em sua proposta de vida.

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