Artigos dos Bispos

Escolher o caminho de Jesus e renunciar ao Demônio! Peçamos a Deus a graça de confiar antes em Deus e que tudo se tornará realidade nesta confiança inabalável: Deus providenciará! Confiantes no auxílio da graça divina iremos crescer em maturidade na nossa fé e no exercício de nossa liberdade.

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

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10/10/2018 - Atualizado em 10/10/2018 09h07

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Neste 28º Domingo do Tempo Comum  a Igreja convida-nos a reflectir sobre as escolhas que fazemos; recorda-nos que nem sempre o que reluz é ouro e que é precioso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores da vida verdadeira e eterna.

A liturgia nos adverte hoje a exercer bem aquele dom precioso e elementar, constituinte de nossa natureza humana, que conhecemos por liberdade. Deus nos deu a liberdade, porque Ele mesmo é a Suprema Liberdade e quer que livremente contribuamos com a sua obra. Deus nos desafia, constantemente, em nossa liberdade.

Na primeira leitura (Sb 7,7-11), um “sábio” de Israel apresenta-nos um “hino à sabedoria”. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira “sabedoria” (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efémeros que não realizam o homem. O verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.

O Evangelho (Mc 10,17-30) apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” – caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho – garante Jesus aos seus discípulos – que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.

A primeira proposta de Jesus ao jovem que dele se aproxima refer-se ao primeiro passo no exercício da liberdade: a escolha e vivência dos mandamentos de Deus(Mc 10,19). Jesus deve ter ficado feliz ao ouvir que o jovem já vivia “tudo isso” e que ainda tinha sede de algo mais – o algo mais que suas riquezas não lhe poderiam proporcionar. Por isso, o desafiou a um segundo passo em sua liberdade que, infelizmente, o nosso jovem não foi capaz de dar. E a sua frustração está relacionada com a sua riqueza. Poderíamos lhe perguntar: o que você ganhou com a sua riqueza, se voltou para casa abatido e cheio de tristeza? E poderíamos nos perguntar: porque a tristeza? Uma possível resposta é porque a sua liberdade foi frustrada. E é aqui que se encontra o perigo das riquezas, que condicionam nossa liberdade e nos impedem de fazermos escolhas livres.

O jovem não conseguiu renunciar às riquezas do mundo e seguir Jesus, em que pese desejava. A sua tristeza está no fato de que ele queria dar esse passo, mas não o fez.

A segunda leitura (Hb 4,12-13) convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, actuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções correctas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.

Peçamos a Deus a graça de confiar antes em Deus e que tudo se tornará realidade nesta confiança inabalável: Deus providenciará! Confiantes no auxílio da graça divina iremos crescer em maturidade na nossa fé e no exercício de nossa liberdade.

Rezemos pela Igreja, como nos pede o Papa Francisco neste mês de outubro, junto com a oração diária do Santo Rosário, a invocação a Nossa Senhora e a Oração de São Miguel Arcanjo para que Deus sempre proteja a Igreja das insídias do demônio. E, que com a sua graça, a nós, também, nos proteja e nos ajude a viver no caminho do Senhor.

Confiantes em Deus, pela intercessão da Virgem Maria, rezemos Sub tuum praesidium” (“Sob a vossa proteção”) Oração a Nossa Senhora «À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!»

E, por fim, pedindo a proteção do Arcanjo, rezemos a Oração a São Miguel Arcanjo: «São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Que Deus manifeste o seu poder sobre ele. Eis a nossa humilde súplica. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com o poder que Deus vos conferiu, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos, que andam pelo mundo tentando as almas. Amém!”.

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