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Artigos dos Bispos

Insistente apelo à vigilância! O vigia é aquele que fica atento no serviço enquanto os outros estão desatentos e inertes em sono profundo.

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

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04/12/2017 - Atualizado em 04/12/2017 09h38

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Estamos iniciando mais um ano litúrgico. Desta vez o ano litúrgico é o ano B. O Evangelho que nos acompanhará neste ano é o de São Marcos. O centro da mensagem do evangelista Marcos é a verdade fundamental de nossa fé: Jesus Cristo é verdadeiro Homem e verdadeiro Deus.

A liturgia do primeiro Domingo do Advento nos convida a equacionar a nossa caminhada pela história à luz da certeza de que “o Senhor vem”. Apresenta também aos batizados indicações concretas acerca da forma devem viver esse tempo de espera.

A primeira leitura (cf. Is 63,16b-17.19b;64,2b-7) é um apelo dramático a Deus, o Deus que é “pai” e “redentor”, no sentido de vir mais uma vez ao encontro de Israel para o libertar do pecado e para recriar um Povo de coração novo. O profeta não tem dúvidas: a essência de Deus é amor e misericórdia; essas “qualidades” de Deus são a garantia da sua intervenção salvadora em cada passo da caminhada histórica do Povo de Deus. Em seu conjunto, o texto ressalta a infidelidade, confessada e reconhecida como causa do abandono de Deus. Diz o profeta: “Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo”(cf. v. 64,5).

O salmo responsorial é um convite a associarmos as nossas vozes ao clamor de Isaías, que invoca a proximidade do Senhor. O salmista reza a sua oração de invocação e de lamentação, bem como de esperança renovada na fidelidade de Deus, pois desde outrora se mostrou benevolente em relação à vinha por ela plantada e protegida.

O Evangelho (cf. Mc 13,33-37) convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso ativo e efetivo com a construção do Reino. Os discípulos questionam Jesus, a respeito do “quando” e dos “sinais” do fim dos tempos. Depois de responder a respeito dos sinais(Mc 13,5-31), Jesus aborda a questão do “quando”(Mc 13,32-37). Jesus orienta seus discípulos a respeito das opções que devem fazer no dia a dia de suas vidas. Todos os batizados devem se guardar dos falsos entusiasmos e dos possíveis desânimos oriundos das dificuldades do tempo presente.

A segunda leitura(1Cor 1,3-9) mostra como Deus Se faz presente na história e na vida de uma comunidade eclesial, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos batizados que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus. São Paulo está consciente de sua “fraqueza” e da “loucura” do seu anúncio. O Apóstolo afirma para o povo de Coríntios que em Jesus Cristo foram enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo o conhecimento.

O vigia é aquele que fica atento no serviço enquanto os outros estão desatentos e inertes em sono profundo. Por isso, vigiar foi a última recomendação de Jesus, ao concluir seu ministério terrestre. O vigia também deve enfrentar com coragem e determinação todas as adversidades que podem surgir durante a noite. Significa permanecer firme na esperança, animado pela certeza de que o Senhor vem. Portanto, o Advento, o período da espera, é tempo do compromisso com a construção do Reino. É tempo que nos pede compromisso com a conversão, para que o Senhor não nos pegue de surpresa, negligenciando suas ordens.

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